Duas coisas que aprendi recentemente sobre mudança:
(1) o outro nunca muda por que a gente assim o quer;
(2) o fato de eu mudar não implica mudança ao meu redor. Eu mudo, o outro não necessariamente irá mudar.
Duas coisas que aprendi recentemente sobre mudança:
(1) o outro nunca muda por que a gente assim o quer;
(2) o fato de eu mudar não implica mudança ao meu redor. Eu mudo, o outro não necessariamente irá mudar.
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Algo que sempre me intrigou nos ditames sociais é o timing da mudança. Parece que temos que realizar determinadas coisas dentro de certos prazos e fugir à regra é como cometer uma heresia sem precedentes.
Saindo um pouco da abstração e colocando a idéia em exemplos, imaginemos uma criança que foi reprovada por diversas vezes e hoje tenha como colegas de classe pessoas dois ou três anos mais novas. Além de ser motivo de escárnio, esta criança tem de conviver com o pré-conceito de que o correto para ela era estar dois ou três anos adiante. Dito de outra forma, parece que temos prazo de validade para tudo: entrar no mercado de trabalho antes dos 25, sair de casa antes dos 30, engravidar antes dos 35 e por aí vai.
Às vezes me sinto profundamente desrespeitada. Meu tempo não é necessariamente o tempo imposto pelas coisas, mas, ao fim e ao cabo, não me resta outra saída senão me adaptar à força.
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Diariamente, e ouso até dizer que a toda hora e quiçá em espaço de tempo mais curto ainda, estamos tomando decisões. Em economia, usamos o jargão “custo de oportunidade” para definir o custo de uma escolha. Por exemplo, o custo de oportunidade de eu ir à praia hoje é abrir mão do estudo; e a longo prazo, ir à praia todos os dias pode comprometer toda uma vida profissional.
O ponto a que quero chegar hoje é que às vezes tomamos decisões mal pensadas em virtude de um prazer momentâneo que com o passar do tempo se torna uma catástrofe. Ainda a título de ilustração, vejamos o caso de um gordinho que se propõe emagrecer mas não resiste à tentação do primeiro doce e assim acaba se entregando repetidas vezes aos prazeres da gula. Ao optar por satisfazer sua vontade no presente, o gordinho simplesmente assina sua “setença de morte”: colesterol alto e taxas glicêmicas altas, problemas vasculares, outras complicações de saúde e a eterna briga com a balança. É muito acolhedor optar por aquilo que nos satisfaz na hora, mas geralmente esta escolha, principalmente se ela ocorre com certa frequência, prejudica os resultados a longo prazo. Incontáveis vezes vivemos uma situação bastante confortável que parece ser o melhor para nós, mas quando “acordamos” nos vemos como presas de nossas próprias ações.
Para contornar esta situação, temos que vislumbrar o que nos espera ao final do caminho e não durante o caminho. Pode parecer algo esquisito, mas o caminho pode ser apresentar bem distinto do que ele tem a oferecer ao final. O problema é não enxergar os ganhos e abandonar a empreitada no meio do travessia. Vale lembrar, nas palavras de Lao-Tsé, que “uma caminha de mil quilômetros começa com o primeiro passo”.
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A influência dos outros sempre me inquietou. Por diversas vezes me vi mudando de opinião ou construindo uma idéia a partir de argumentos e pontos de vista que não eram meus. Isso me dava a sensação de fraqueza, de ser facilmente persuadida e de não ter opinião própria.
Evidentemente, não podemos ser rígidos em nosso modo de ser. É preciso levar em conta as boas idéias; ou seja, filtrar o que nos é dito e fazer aquilo que nos parece mais correto. Contudo, comecei a entrar numa paronóia de que era uma marionete dos seres humanos: sábios me mostravam um novo caminho, gurus de livros de administração ditavam os comportamentos da liderença, filósofos pressagiavam o porvenir com seus aforismos… meu pai, minha mãe, meu médico, minha analista, meus melhores amigos, minha empregada, meu treinador… até 0 cara da oficina estava dando em pitaco em como reger minha vida; quer eu quisesse ou não. De certa forma estava deixando que todos se intrometessem, e isso era culpa minha.
O problema de dar ouvido a todos é o mesmo problema de querer agradar a todos: impossível na prática. Quando a pessoa se empenha tanto em agradar a opinião alheia se frustra por 2 motivos:
(1) Nunca consegue corresponder plenamente às expectativas externas. Sempre haverá alguém pra dizer algo de ruim a respeito do que foi realizado.
(2) Nesse processo de pensar sempre no outro, a pessoa não entra em contato com seus desejos e necessidades, conseqüentemente, nunca consegue se satisfazer.
O mesmo ocorre quando se dá ouvido a todos. As informações entram em conflito! Não é possível colocar em prática todos os conselhos como se fossem uma experiência de laboratório que dá errado e tentamos outra vez. Talvez, dependendo do que enfrentamos, temos apenas uma única chance; portanto, faz-se necessário refletir com cautela sobre as ações a serem empreendidas. E neste processo, sim, devemos dar ouvido às pessoas, filtrar as informações e levar conosco aquilo que julgamos melhor.
Reproduzir algo que julgamos correto ou que no mínimo faz sentido para nós mesmos não é falta de personalidade. Seres humanos são compostos por sua carga genética e pela influência do meio; logo, seria ridículo, senão imoral, ignorar ou negar a influência dos outros em nós.
Uma coisa, entretanto, deve ficar claro: a responsabilidade está sempre nas mãos de quem toma a decisão e não de quem fabricou o pensamento.
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Quando assisti ao filme protagonizado por Keanu Reeves, não havia me dado conta que por trás da ficção existe muita vida real: a sociedade, com suas regras e tal, é a Matrix e nós, seres humanos pilotados pelos desejos da Matrix, suas marionetes.
A coisa funciona meio que assim. A sociedade lhe impõe certos padrões para que você viva feliz dentro dela - escolha uma profissão, se case, tenha filhos, pratique exercícios se quiser viver mais, coma bem se quiser viver mais - e dispõe de outros que você pode escolher. Dentre esses que são aparentemente de livre escolha, há um leque limitado. Metaforicamente falando, a sociedade lhe oferece uma centena de caixinhas: amarela com bolinhas brancas, vermelha com listras azúis, rosa e verde, preta, cinza etc. Mas, não se sabe por que cargas d’água, você prefere uma sacola plástica. Ora! Isso não é possível. Com tantas caixinhas, por que uma sacola plástica?
É assim que vivemos nosso dia a dia. Por exemplo, no meio corporativo está em voga uma série de habilidades como pró-atividade, espírito de liderança, sinergia, entre outros. Se você escolheu a caixinha da sociedade com o rótulo “meio corporativo”, mas não tem as habilidades necessárias, é uma lástima. O mercado terá o maior prazer em abrir as portas pra você se souber desenvolvê-las ipsis litteris, mas não terá a menor piedade se não seguir as regras. Neste caso, sim, você será um marginalizado da sociedade. Na vida pessoal, por exemplo, se a pessoa já atingiu uma determinada faixa etária e ainda não se casou, sofre uma pressão estrondosa. Aí quando casa, os colegas começam a perguntar pelos filhos e assim segue, não interessa se isso trás felicidade ou não.
Temos uma série de obrigações de conduta para teoricamente viver em harmonia numa sociedade. Mas, se não compactuamos dos padrões, somos automaticamente excluídos, quer lutemos ou não. É muito difícil ir contra a maré. Na verdade, vivemos todos sob o pacto social hobbesiano.
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Percebi que o maior número de hits no meu blog se deve ao post sobre auto-conhecimento induzido por dinâmicas de grupo. Como consegui passar em algumas, depois de uma infinidade de experiências frustradas, resolvi compartilhar meu conhecimento com os interessados e quem sabe ajudar essas pessoas.
Dizem por aí que não existe receita de bolo. MENTIRA! Evidentemente, não existe um modelo, mas algumas atitudes podem ser treinadas e aperfeiçoadas a fim de ganhar a atenção das mulheres do RH (alguém por sinal já viu algum homem em RH?). Esse papinho de ser você mesmo e tal serve apenas quando o mercado procura pessoas autênticas e não é isso o que vemos por aí. As empresas procuram em sua maioria o mesmo perfil; isto é, pessoas com espírito pró-ativo, que se fazem ouvir quando abrem a boca, que conseguem influenciar os membros do grupo, que trazem idéias e que se articulam bem de modo geral - habilidades que muitos possuem, mas nem sempre conseguem demonstrar de forma satisfatória.
Conheço pessoas sensacionais que raramente passam em dinâmicas. Tenho certeza de que se essas mesmas pessoas fossem para um barzinho com o povo do RH e batesse um papo de cinco minutos, fariam com que os avaliadores voltassem atrás em suas decisões. Mas não é assim que a banda toca. Não vamos para uma dinâmica pra ter uma conversa informal. Vamos a dinâmicas para sermos avaliados. E o que esperar delas? Como impressionar o RH?
As dinâmicas de grupo diferem de consultoria para consultoria, mas a formal geral tende para o seguinte padrão: (1) breve apresentação pessoal; (2) estudo de caso em grupo, com apresentação; (3) estudo do mesmo caso sob outro ponto de vista com um grupo diferente, com apresentação.
Em (1) temos que trabalhar nossas habilidades como se estivéssemos respondendo à famosa pergunta “Por que devo te contratar?”. Ao contrário do que muitos pensam, não é pra dizer “Olá, me chamo fulano, estudei na faculdade tal, trabalho na multinacional X, faço trabalho voluntário na ONG Y, morei Z meses no exterior e gosto de sair com meus amigos no fim de semana”. Bem, isso o seu currículo já fala por você. O RH quer saber neste momento aquilo que você não pode contar num currículo porque é altamente subjetivo. Esta é a hora de você mostrar seu comprometimento com o trabalho e usar no seu monólogo jargões como foco em resultados, paixão por desafios, trabalho em equipe e espírito de liderança. E POR FAVOR, cite exemplos. Essas frases soltas de nada valem se você não pode comprovar o que diz. Aí, sim, talvez seja oportuno fazer inserções de seu currículo. Mas lembre-se: não é o currículo que fala mais alto, e sim a habilidade. Não é porque você citou um aspecto de seu currículo que sairá esbaforido para contar o resto. É natural se orgulhar dos seus cursos, das línguas que fala e dos estágios, mas este não é o foco. Mais uma vez, concentre-se em suas habilidades. Escolha 2 ou 3 e treine previamente em casa o que dizer. Garanto que isso não é perda de tempo. Todas as dinâmicas incluem apresentação pessoal e quando não perguntam diretamente pelas qualidades do candidato, perguntam nas entrelinhas com o “fale um pouco de você”. É importante dedicar uns minutos ou até horas para este tipo de reflexão.
Vejamos alguns exemplos. Se você se considera uma pessoa que sabe trabalhar muito bem sob pressão, ilustre, de preferência com uma situação recente, essa disposição toda. Uma pessoa que faz faculdade de manhã, trabalha ainda 6/8 horas e quando chega em casa altas horas da noite, ainda encontra ânimo para estudar para as provas, escrever a monografia e finalizar os projetos (lembre-se: trabalhar sob pressão também está vinculado ao fato de cumprir com prazos curtíssimos), mostra que sabe lidar com várias incumbências. Ou ainda, uma dica pra quem já fez intercâmbio, é começar dizendo que se adapta muito bem às mudanças. Todo mundo que já passou algum tempo fora, com certeza já teve uma crise, quis voltar desesperadamente pra casa ou se cagou de medo diante de uma situação inusitada. Bem, o RH não precisa saber disso. O que o RH precisa saber é que você é um super-homem e se adaptou muito rápido à nova circunstância, sabendo lidar com a diversidade (adaptabilidade à cultura local) e superar as dificuldades. E dê exemplos de superação! Falar só que o intercâmbio foi uma experiência enriquecedora não diz nada! Diga que mal sabia o idioma e que se virou pra acompanhar as aulas - diga que levava dicionários para a aula, que estudava com afinco madruga adentro, qualquer coisa que mostre que correu atrás.
Resumo de (1): ao se apresentar aproveite para incluir suas melhores qualidades e citar exemplos disto. Isoladamente, esses fatores não funcionam, é preciso usá-los conjuntamente.
Em (2) é quando a dinâmica de fato começa. Infelizmente, não é possível ter controle sobre uma série de fatores. Não sabemos se as pessoas do grupo vão colaborar com o grupo ou se estarão querendo chamar atenção pra si, o caso a ser estudado pode apresentar algumas surpresas (por exemplo, a empresa é de siderurgia, e você estuda previamente este mercado, só que na hora a ênfase é em logística e você não sabe nada sobre o assunto), aspectos emocionais e psicológicos podem funcionar como boicote etc. OK! Mas a boa notícia é que ainda que tudo pareça conspirar contra, a maior parte do jogo depende de nós.
Trate todos do grupo com igual respeito e dê chance de falar a quem está quieto. Pergunte a opinião desta pessoa e mesmo que ela não revele nada interessante, tente travar uma breve conversa. Isso mostra que você está interessado nas idéias do grupo como um todo e não apenas ligado nas pessoas que colaboram mais. Eventualmente, a situação será justo o oposto: alguém não dará chance aos outros de falar. Essas pessoas costumam acreditar que quem passa em dinâmicas é aquela que mais fala. Felizmente, não é assim. Não se acanhe e interrompa gentilmente esta pessoa: “fulano, estou entendendo o que você quer dizer, mas o que acha de…”; ou “ok, se me permite fazer um comentário, gostaria de…”; ou ainda “acho que você tocou num ponto crucial e acredito que… ” (elogiando a contribuição do colega, ele estará mais aberto ao que você tem a dizer). É importante construir argumentos sólidos, senão, na próxima vez que quiser falar, o grupo não prestará muita atenção. E o mais importante de tudo: tenha certeza de que o RH ouviu o que disse. De nada vale dar de bandeja idéias preciosíssimas se naquele momento o RH está avaliando outro grupo. É lógico que nem sempre podemos esperar que os avaliadores cheguem para expor nosso trunfo. Às vezes o momento exige nossa intervenção imediata, mas o que quero dizer com isso é que: ao sinal de aproximação do RH, é melhor começar a mostrar suas idéias. Você pode ser “o cara” para a vaga, mas o mais importante é não guardar esta informação só para si; você deve, de fato, fazer com que o RH acredite que você é a pessoa para o cargo.
Não tente impor suas idéias a ferro e fogo. Se o grupo não acatar sua idéia, saiba perder. Ceder mostra que você é receptível ao outro e que está disposto a rever seus conceitos, característica fundamental de sobrevivência em um mundo que se renova constantemente. Se por acaso tiver uma pessoa desse tipo no seu grupo, controle-se! Não mostre antipatia! Fale gentilmente: “fulano, acho que sua idéia é ótima (ainda que não seja de forma alguma, vale a pena bajular um pouco o colega para ele não se irritar), mas o foco do problema é outro”. Se você conseguir ser este intermediador entre o chato e o grupo, acredite, estará quase com os pés na etapa seguinte.
Esta discussão em grupo é a parte mais importante da dinâmica, pois avalia-se o comportamento do candidato dentro do grupo, o que pode ser interpretado como uma pequena amostra da sua postura no dia-a-dia no relacionamento com os colegas de trabalh0. Algumas das habilidades observadas: espírito de equipe/sinergia (o produto do grupo é mais importante do que cada um sozinho ali), liderança (você foi responsável por conduzir o grupo? conseguia convencer as pessoas de que suas idéias eram boas; ou seja, seus argumentos eram fortes e a maneira como você se comunicou foi eficiente?), comprometimento (você se sentiu parte do projeto ou estava ali presente por estar? passou energia positiva e contagiou os demais com sua energia?), dentre outras.
A apresentação é o que menos importa. As pessoas costumam ficar ansiosas para separar os tópicos entre os membros do grupo para que saia uma apresentação bem organizada. Parece que existe um pânico generalizado diante da perspectiva de não sobrar nada pra dizer. Pois digo uma coisa, a apresentação é acessório. O que o pessoal do RH queria saber, já conseguiu durante a discussão com o grupo. Neste momento, o que está sendo avaliado é seu posicionamento diante do público: se fica nervoso, se fala com clareza, se gesticula muito etc; mas o foco principal na dinâmica é a sua capacidade de se relacionar com as pessoas. É durante a discussão com o grupo que você mostrará para o RH que você é “O cara” que a empresa precisa.
Ah, outra coisa: escrever no flip-chart não é o seu diferencial na dinâmica. Por favor, não se apegue a um fato tão bobo achando que isso somará pontos.
Resumo de (2): o que está sendo avaliado é sua forma de interagir com o grupo. Seja simpático, dê espaço para todos falarem, mostre suas idéias de forma clara e de maneira alguma se mostre preconceituoso. Se possível, tente conduzir o grupo sem que ele perceba que está sendo conduzido; isso é o que separará os líderes dos liderados.
Em (3) a situação é bem semelhante. Mais uma vez mostre simpatia, seja cortês com as pessoas e contribua com idéias relevantes. A diferença desta parte para a anterior é que estará lidando com pessoas diferentes. Aqui cabe um comentário: o RH está verificando sua habiliadade de interagir com pessoas de diferentes perfis e cabe a você mostrar que lida bem com qualquer uma delas. Por exemplo, há pessoas que por sorte do destino encontram colegas bastante receptivos no primeiro grupo e acabam realizando um trabalho fenomenal sem dificuldade. Quando migram para outro grupo, deparam-se com uma certa resistência e as coisas não fluem às mil maravilhas. Neste caso, não dá para simplesmente entregar o jogo. É preciso usar de muita política e enfrentar as adversidades. Não dá pra culpar o grupo pelo mau desempenho. Você tem que fazer de tudo para contornar a situação. E, acredite, por mais que seu grupo não se saia muito bem, se conseguir superar as dificuldades, isso contará a favor.
Além da troca de pessoas, esta etapa também poderá aprensentar outra situação: (a) troca de sub-tema ou;(b) troca de ponto de vista do assunto. (a) No primeiro caso, é possível que trabalhe com pessoas que já discutiram o sub-tema na situação anteiror (o sorteiro para recolocação das pessoas é de forma aleatória, podendo às vezes manter algumas em sua posição original). Isso, infelizmente, não conta muito a seu favor, pois essas pessoas já estão com suas idéias tinindo e acham que dominam o assunto mais do que você. Suas opções são: entrar na delas e colaborar apenas com idéias coadjuvantes ou tentar mostrá-las a situação por outro ponto de vista. Não existe uma escolha melhor do que a outra. Na primeira opção você está sendo flexível com o grupo, embora sua capacidade de influenciar seja menor. Na segunda opção, corre o risco de ser mal visto pelo grupo, já que este pode ver em você um intruso que já quer ditar as ordens da casa. A boa notícia é que se sua idéia for de fato interessante, a resistência e a hostilidade serão menores; e isso contará muito a seu favor. (b) No segundo caso, é possível tenha que defender um argumento que era justamente contrário em (2). Trabalhe o desapego. Não pense que a idéia anterior era tão maravilhosa e cheia de bons argumentos que você não consegue pensar com outra cabeça. Aproveite esses argumentos maravilhosos e tente rebatê-los. Mude seu ponto de vista! Em diversos momentos no trabalho nos vemos forçados a defender uma idéia da qual não compartilhamos, mas temos que fazê-lo em prol do interesse coletivo da empresa. Mostre para o RH que você é assim. Capaz de criar argumentos sólidos, não importa o contexto.
Esta parte também se encerra com uma apresentação do grupo. As dicas de (2), valem para (3).
Resumo de (3): A dinâmica de (2) se repete em (3), mas com um contexto e pessoas diferentes. Você deve se mostrar versátil, de modo a trabalhar tão bem agora quanto anteriormente.
Espero que este post tenha sido útil. Qualquer dúvida, ajuda, podem entrar em contato comigo pelos comentários que terei muita satisfação em responder.
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O derramamento do petroleiro da Exxon, o escândalo das ponto-com e uma série de acontecimentos antiéticos precipitaram uma fase em que cada um assume responsabilidade social por seus atos. Em outras palavras, se o que eu faço incomoda meu vizinho, simplesmente não posso mandá-lo ir à merda e continuar com minha vida.
Então, eu comecei a pensar menos macro e analisar o que os cidadãos comuns fazem para tornar o mundo um lugar de pessoas socialmente responsáveis. Bem, cheguei à conclusão de que os que se consideravam em sua maioria “responsáveis” eram pessoas engajadas em trabalhos voluntários. Respeito muito aqueles que os fazem de coração. Deixar de lado o próprio umbigo e se comprometer com uma causa que involve as necessidades de um total desconhecido, é uma atitude bastante nobre. Só que, nem tudo são flores. Muitas dessas pessoas são “caridosas” como autopromoção e não levam adiante a corrente do bem para outras esferas de sua vida. Digo isto porque em diversas ocasiões de entrevista de emprego, o trabalho voluntário é citado como diferencial. E mais! Gente que só se dispôs a realizar algo “socialmente responsável” porque era interessante para currículo. Ou ainda, pessoas que acham que o trabalho social acumula bônus para fazer maldades; isto é, como o fulano já deu sua cota de boa ação na sociedade, pode continuar sendo grosseiro com os demais, dando fechadas no trânsito e passando a perna nos colegas de trabalho.
Ser socialmente responsável não deveria ser acoplado aos valores? Parece que muita gente ainda age para garantir os aplausos da sociedade ao invés de investir em um trabalho de reflexão e procurar aquilo que é verdadeiro e faz sentido para si.
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Primeiramente, gostaria de deixar claro que meu pitaco possui caráter geral, logo, poderá não se encaixar especificamente no seu caso.
Vivemos numa era frenética em que tudo deve ser feito para ontem, com cada vez mais precisão, e ainda de maneira criativa. Se o sujeito se acomoda e não segue à risca as imposições do mundo moderno, poderá ver seu lugar ocupado por algum chinês ou indiano — diga-se de passagem, louco para fazer seu trabalho por muito menos (acreditem! esses caras têm a maior fome de vencer!). Parece brincadeira, mas, mesmo aqui no Brasil, é possível delegar uma série de tarefas para nossos colegas do outro lado do globo. Enfim, antes que eu comece a me enveredar por outro caminho, voltemos ao ponto da eficácia da mão-de-obra.
Diante da concorrência, resta espaço apenas para a mente preparada. Com isso, quero dizer não apenas que devemos estudar (e muito), mas desenvolver um senso aguçado de curiosidade e tentar aprender sempre nas diversas situações. São habilidades, contudo, que se desenvolvem com o tempo. Minha dica, contrariamente, segue por vias imediatas: faça um curso de digitação. Se você, assim como eu, digita olhando para as teclas e não sabe usar todos os dedos: faça um curso de digitação. Existem duas boas razões para isso: 1) você ganha tempo para produzir mais ou se dedicar a outras atividades; e 2) você passa a imagem de ser altamente eficiente no trabalho. E o melhor: há cursos de graça na internet! Recentemente me aventurei em um que considero muito bom: http://www.asdfg.com.br/ . O site sobrevive de doações, portanto, quem achar que o curso vale a pena, deveria colaborar com qualquer quantia.
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Há uns meses atrás passei por uma situação de “humilhação acadêmica” e uma pessoa muito especial me mandou este poema como consolo.
De tudo na vida,
ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando;
A certeza de que precisamos continuar;
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo;
Da queda, um passo de dança;
Do medo, uma escada;
Do sonho, uma ponte.
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Qualquer um. Relatei no último post uma experiência traumatizante que me empurrou para o exercício de auto-reflexão. Acho que com isso acabei dando a impressão de que é preciso sofrer para se chegar ao autoconhecimento, quando na verdade este é apenas um dos muitos caminhos. A minha experiência representa apenas um caso aleatório, e ao contrário da filosofia “no pain, no gain”, é possível se conhecer e ainda se divertir. Vejamos na prática.
Acordamos, escovamos os dentes (tá certo que nem todos), tomamos café (uns fazem jejum até o almoço!) e estamos pronto para começar o dia. Seja lá qual for a atividade que nos aguarda, tem gente que segue feliz da vida, tem gente que sai de casa contrariada e tem gente que liga o piloto automático e nem sabe se gosta daquilo ou não. De qualquer maneira, só a forma como reagimos diante da situação já é um indício de como somos.
Contudo, é mais comum desenvolvermos a capacidade de percepção diante de fatos grandes; aqueles eventos que nos fazem repensar a vida e traçar novas metas. E aí que começamos a questionar “o que eu quero? o que me faz feliz? o que posso ganhar/perder com essa decisão”, perguntas pertinentes e que invariavelmente levam ao autoconhecimento. Se acertamos na escolha, ficamos felizes e nem sempre nos damos conta de isso foi um aprendizado e tanto sobre nós. Tem gente que atribui à sorte. Mas a sorte também pode funcionar contra nós. E quando as coisas desandam… aí queremos nos conhecer de um dia para o outro. Ter respostas imediatas e não correr o risco de errar de novo. Mas ainda não existe seguro para as cagadas que fazemos na vida. E é preciso continuar o processo e tirar proveito de tudo.
Como diz o clichê, “vivendo e aprendendo”
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