Diariamente, e ouso até dizer que a toda hora e quiçá em espaço de tempo mais curto ainda, estamos tomando decisões. Em economia, usamos o jargão “custo de oportunidade” para definir o custo de uma escolha. Por exemplo, o custo de oportunidade de eu ir à praia hoje é abrir mão do estudo; e a longo prazo, ir à praia todos os dias pode comprometer toda uma vida profissional.
O ponto a que quero chegar hoje é que às vezes tomamos decisões mal pensadas em virtude de um prazer momentâneo que com o passar do tempo se torna uma catástrofe. Ainda a título de ilustração, vejamos o caso de um gordinho que se propõe emagrecer mas não resiste à tentação do primeiro doce e assim acaba se entregando repetidas vezes aos prazeres da gula. Ao optar por satisfazer sua vontade no presente, o gordinho simplesmente assina sua “setença de morte”: colesterol alto e taxas glicêmicas altas, problemas vasculares, outras complicações de saúde e a eterna briga com a balança. É muito acolhedor optar por aquilo que nos satisfaz na hora, mas geralmente esta escolha, principalmente se ela ocorre com certa frequência, prejudica os resultados a longo prazo. Incontáveis vezes vivemos uma situação bastante confortável que parece ser o melhor para nós, mas quando “acordamos” nos vemos como presas de nossas próprias ações.
Para contornar esta situação, temos que vislumbrar o que nos espera ao final do caminho e não durante o caminho. Pode parecer algo esquisito, mas o caminho pode ser apresentar bem distinto do que ele tem a oferecer ao final. O problema é não enxergar os ganhos e abandonar a empreitada no meio do travessia. Vale lembrar, nas palavras de Lao-Tsé, que “uma caminha de mil quilômetros começa com o primeiro passo”.
O custo de oportunidade de estudar é ir a praia, ficar sarado e ganhar dinheiro com beleza. Outro conceito de economia a ponderar a CO é a expectativa de receita futura com determinada ação no presente.
um abraço
indico este blog a todos, muito bom!!!
Ainda penso que fazemos escolhas a todo momento. Sempre quem escolhe somos nós e agora. Mesmo quando seguimos pelo caminho do confortável estamos fazendo uma escolha que pode até não ser com uma consciência responsável. Mas a escolha é nossa, a responsabilidade é nossa as consequências é que podem sair do nosso controle.